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Vetores da Inutilidade

Poesia, Atualidade, Crítica, Opinião, Artes e Cultura. Um blog por João M. Pereirinha

Vetores da Inutilidade

Poesia, Atualidade, Crítica, Opinião, Artes e Cultura. Um blog por João M. Pereirinha

Crónicas de Sempre:Civilização ou não??

 

 

 

 

Muitos de nós temos medo da selva, medo de todos aqueles animais e “bichos” ditos de perigosos e mortíferos; muitos de nós temos bastante medo daqueles pequeninos insectos que fabricam mel, uma coisa que tanto adoramos, mas no entanto há muitos de nós que continuam a ter medo das ramagens verdes e dos sons inquietantes de outros seres vivos.

 

Então há, entre muitos de nós, uns tantos com medo, que não tencionam preocupar-se com a sobrevivência de nada nem ninguém neste planeta e será talvez por medo, calculo, que milhões de árvores são, foram e continuarão a ser abatidas todos os dias, a todos os segundos; talvez por medo, não sei bem do quê, milhões de seres humanos morreram neste preciso segundo com fome; outros tantos no segundo a seguir devido a uma bomba ou a uma bala e outros tantos agora mesmo devido a uma ou várias doenças infecto-contagiosas… calculo também que fosse por medo que milhões de crianças pegaram em armas e mataram tudo o que encontraram vivo sem terem sequer a noção do que é a vida!

 

Pois é assim, muitos de nós lutam pela civilização, de entre os quais a maioria mata, rouba e esfola, mas tudo em nome de uma causa muito nobre: o conhecimento.

 

A verdade é que em nome da “civilização” são, foram e serão sacrificados: milhões de espécies extintas; mortas milhões de pessoas; um céu pintado às riscas; e um planeta a morrer.

 

Afinal todos estes conhecimentos, todas estas letras, números, prospectivas e diálogos, não passam se não de invenções do homem, métodos fruto da imaginação do homem que servem para aguçar a curiosidade de uns e calar a de outros.

 

Agora, pergunto-me eu se, valerá então a pena este grande estatuto que temos para com todos os outros seres da Terra? Afinal de contas toda esta valorização só se dá a custo do sacrifício de grande parte de tudo o que coabita connosco há cinco M. a. a traz; afinal, à custa desta “civilização” todos nós sofremos todos os dias, de uma maneira ou de outra, através dos deveres (trabalho), sentimento e emoções ou de dor pura e dura.

 

Acusamos os outros animais de irracionais e selvagens, quando somos nós que invadimos e destruímos os seus habitats. Declaramos ser superiores, de um nível acima do primitivo, racionais, quando depois matamos por “dá cá aquela palha”. Dizemos ser conscientes e civilizados quando depois inventamos e fabricamos materiais explosivos e matamos mais de três mil pessoas aqui e ali sem motivo ou razão que justifique tamanha brutalidade…

 

Nós que nos fazemos passar pelos “abençoados” e “filhos” de Deus, não passamos dos maus da fita. Somos nós afinal que estamos a par da pior tarefa de entre todos os animais e seres: Destruir o Mundo!

 

Uma coisa é certa, Deus merece mesmo descansar ao sétimo dia, pois o que ele fez em seis dias nós temos demorado uns milhões de anos a destruir… é pena que o nosso sétimo dia esteja para breve.

 

 

 

18.09.2006

 

João Pereirinha

 

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