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Vetores da Inutilidade

Poesia, Atualidade, Crítica, Opinião, Artes e Cultura. Um blog por João M. Pereirinha

Vetores da Inutilidade

Poesia, Atualidade, Crítica, Opinião, Artes e Cultura. Um blog por João M. Pereirinha

DEVÍAMOS LUTAR PELOS SONHOS DE GRETA

Greta-Thunberg-Foto-Wikimedia-Commons.jpegSe Martin Luther King Jr. tinha um sonho, Greta Thunberg já não tem nenhum. A falta de diálogo e iniciativa entre os líderes mundiais é de tirar o sono a qualquer um, é verdade. Mas o que realmente causa pesadelos é a total ausência de empatia da sociedade para com os problemas da Humanidade: climáticos, sociais, económicos e migratórios. 

 

É natural desconfiar da forma, dos métodos e do percurso de muitos daqueles que assumem informalmente a liderança dos movimentos civis. Mas, creio, o importante é o conteúdo das suas mensagens e reivindicações. Esse deve ser o foco de qualquer debate, caso contrário perdemos qualquer batalha.

 

Mergulhados numa espiral de entretenimento constante, com ondas de choque e aproveitamento, entre promessas vagas e posicionamentos hostis, o mundo enfrenta a urgência de conseguir reorganizar a exploração de recursos naturais, conter o desperdício, redistribuir riqueza entre os povos, equilibrar as emissões de carbono e estabilizar a crise climática. Mas é inútil exigir dos líderes mundiais uma preocupação que as suas próprias populações não cobram ou reivindicam. É aqui que estamos a perder a batalha.

 

Mais do que restringir medidas de consumo, a sociedade devia estar a debater a necessidade de se tornar mais presente e não omissa nas decisões de governação, locais, regionais, nacionais e mundiais, sobretudo no que diz respeito ao desenvolvimento económico, que precisa se tornar sustentável e equitativo, quer no sector energético como na alimentação e distribuição. Mas também é preciso mover esforços ao nível da consciencialização, não só face a este flagelo, mas também perante a degradação da qualidade de vida e condições de subsistência em países menos desenvolvidos e em países mergulhados em conflitos armados ou governados por regimes de pendor ditatorial.

 

Porém, precisamos de acordar deste pesadelo mediático, onde morremos a discutir a superfície das coisas, sem nunca mergulhar nas questões, nos problemas e nas soluções. Esse é também um dos factores que nos tem feito perder as batalhas para o populismo (que ameaça agora tomar conta desta questão) e para o radicalismo de partidos e governos extremistas, eles sim, motivados e dispostos a aniquilar qualquer progresso e desenvolvimento humanitário conquistado no último século.

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