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Vetores da Inutilidade

Poesia, Atualidade, Crítica, Opinião, Artes e Cultura. Um blog por João M. Pereirinha

Vetores da Inutilidade

Poesia, Atualidade, Crítica, Opinião, Artes e Cultura. Um blog por João M. Pereirinha

EDITORIAL

COFFEE AROMA OR AUTUMN AROMA - My Blackberry Nights - Vanessa Pereirinha

 “Esta página, por exemplo

Não nasceu para ser lida.”

Aviso aos Náufragos, Paulo Leminski

 

Tudo o que se pode encontrar nestas páginas não vai além de uma inútil narrativa de ideais, opiniões, versos e críticas, ideias e análises, deliberadas ao sabor de um café, várias leituras e muitas, muitas conversas. O pulsar de uma pulsão sem limites, entre o pensar e o escrever, entre o sentir e o dizer. Entre a livre vontade da expressão e o sentido invulgar das palavras. A procura constante do significado das palavras, o sentido dos argumentos e a necessidade da aprendizagem. Múltiplo, sensível e razoável, nas exigências, nas inquietações e nas escolhas.

 

Vetores da inutilidade, como ligações entre os pensamentos, que não se esgotam num sentido único nem na sua forma prática, mas que se expandem na substância das suas possibilidades:

 

  1. Poesia: como alimento da alma, do espírito e libertação do penoso ardil diário a que o mundo nos submete. Há uma coisa que esta “Guerra Financeira” ainda não consegue mensurar, nem poderá atingir, é o valor de um verso de poesia, vagando nos confins das almas nómadas, heterodoxas, livres e irrequietas;

  2. Atualidade: que nos fulmina, perplexos perante os atropelos diários, a regressão de afetos e tamanhas agressões sociais. Esta atualidade que nos quer amorfos e práticos, úteis à estagnação dos tempos, encontrará aqui a incerteza e apreensão, a ansiedade e insatisfação de uma jovem alma perturbada com o dia-a-dia;

  3. Crítica: e a capacidade sensitiva de criticar, apontar, dizer, analisar e refletir, sobre a qual se sustentam todas as formas de civilização, conhecimento e desenvolvimento;

  4. Opinião: subjacente a qualquer visão e forma de estar atenta ao mundo de que se rodeia, por onde caminha e que deseja. Livre, comprometida apenas com uma defesa ativa da igualdade de direitos e do direito à diferença, numa mistura entre um fundo marxista, um pensamento heterodoxo e uma causa existencialista, de um espectador atento à imagem da filosofia que emergiu da escola de Frankfurt (com Marcuse e Adorno) – sim, é impossível esconder um cunho de Esquerda nesta visão do mundo (!);

  5. Artes e Cultura: que são o pilar de qualquer identidade, cuja existência se funde com o nascimento da civilização, daquilo a que chamamos Humanidade. As Artes como conceito social que condensam a mais dilacerante forma de expressão humana, o mais profundo dos significados da alma e a mais bela forma de vida do homem, criando sem destruir. A Cultura, que unifica, preserva e condensa todas as formas de arte, todas as formas de expressão, todas as variações da nossa existência!

À parte de tudo isto, este blogue não pretende ser mais do que uma perfeita e inútil amálgama de palavras, sentidos e pensamentos soltos, vagos e imperfeitos. Escritos, editados e da inteira e total responsabilidade do seu autor. A quem, todos e quaisquer comentários devem ser enviados com a mesma delicadeza e apreço com que rebebo a todos e a cada um neste espaço.

 

Agradecido,

João M. Pereirinha

 

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