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Vetores da Inutilidade

Poesia, Atualidade, Crítica, Opinião, Artes e Cultura. Um blog por João M. Pereirinha

Vetores da Inutilidade

Poesia, Atualidade, Crítica, Opinião, Artes e Cultura. Um blog por João M. Pereirinha

O Calhambeque

Roberto Carlos no Calhambeque em 1960

"Essa é uma das múltiplas histórias que acontecem comigo". Dou por mim a ouvir Roberto Carlos, especialmente os clássicos da (sua) juventude, de 60, 70 e 80, para reciclar o leitor de mp3 do meu pai, que me pediu o favor, por não conseguir mais ouvir sempre rádio. Claro que fui logo direitinho a uma música que marcou várias tardes de verão da minha infância, "o calhambeque, bip bip, meu coração ficou com o calhambeque", que está intrinsecamente ligado ao início do Rock brasileiro, como um dos principais sucessos do long play "É Proibido Fumar" de 1964, ao adaptar a música "Road Hog", de John e Gwen Loudermilk. Mas, é claro que eu não sabia nada disto, quando nos anos 90 o meu pai, ou os meus avós e o meu padrinho, me faziam o gosto de meter a primeira música do lado B, para eu dançar ao estilo rockabilly desengonçado, que polia o soalho da casa com a ponta do pé e os braços a esvoaçar em redor do corpo. Entretanto os discos, não só do Roberto Carlos, desapareceram cá de casa, alguém (não digo quem) os levou. O gira discos foi para o lixo, sem minha autorização - eu tinha diagnosticado a falta de agulha - e chegados aqui, resta-me revisitar as memórias da infância com a mesma falta de jeito de outrora, enquanto me despeço, porque ainda falta colocar Elton John e Ana Moura. "Bem, vocês me desculpem, mas agora eu vou embora, existem mil garotas querendo passear comigo... eh, mas é tudo por causa do calhambeque. Bye, bye, bye... brum..."

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