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Vetores da Inutilidade

Poesia, Atualidade, Crítica, Opinião, Artes e Cultura. Um blog por João M. Pereirinha

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O Valor Humano

Canopus nuclear test – Fangataufa Atoll, 1968

Retirar o "valor humano" da equação política, para poder atacar "seletivamente" um conjunto de pessoas, é uma estratégia que invariavelmente acaba por desumanizar toda a gente. Vimos isso nas crises económicas, quando se culpa moralmente um sector, país ou região (normalmente de forma abusiva e indevida) e, de forma mais grave ainda, vimos isso em cenários de guerra, terrorismo ou racismo e xenofobia, alimentados bilateralmente. Dar oportunidade aos políticos e autoridades de se desvincularem do valor da vida humana, transversal e universal, é o primeiro passo para aniquilar qualquer alternativa e diálogo, ao mesmo tempo que ajudamos a constituir os alicerces para mais abusos, outrora legitimados pela "ameaça externa", assente do argumento da diferença. Até que ponto as largas discussões sobre direitos civis, ou até mesmo infantis, que o ocidente tem não são totalmente inócuas, quando há décadas que trava batalhas sangrentas em contextos urbanos que vitimam civis, ou largam bombas sobre edifícios onde se encontram crianças? Já para não falar das minas de coltan (material usado nos chips dos telemóveis, por exemplo), totalmente exploradas por menores escravizados.

 

Há por aí muita gente a defender a "solução final", sempre que se ouve falar de atentados, mas é importante relembrar que a solução final era o fim da própria humanidade em si, numa cadeia burocrática de desvalorização da vida e despenalização e desculpabilização do mal. Também foi isso que permitiu à URSS esconder uma explosão nuclear em 1956 ou tentar esconder a de Chernobyl, mediante um "jogo de soma zero", onde o importante não era e ideologia, mas sim não sofrer danos. Um jogo que foi jogado a par, também, pela NATO. Portanto, a minha reflexão, longe de procurar um paraíso na terra, é procurar perguntar e refletir, se todos estão dispostos a viver um inferno na terra?! Eu não estou.

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