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Vetores da Inutilidade

Poesia, Atualidade, Crítica, Opinião, Artes e Cultura. Um blog por João M. Pereirinha

Vetores da Inutilidade

Poesia, Atualidade, Crítica, Opinião, Artes e Cultura. Um blog por João M. Pereirinha

Sensível Emoção

© João M. Pereirinha 2015

Sou tão sensível que absorvo a tristeza

Dos raios de sol que morrem na noite,

Ou até as lágrimas das gotas de orvalho

Que evaporam todas as manhãs.

Com o tempo, todas as coisas vão desaparecendo

Num espectro de mudanças que confundimos,

Muito facilmente, com as necessidades do tempo.

Mas cada uma dessas dores que me contagiam

Não parte das coisas que há no tempo,

Mas do volume de tempo que há cada coisa

Insignificante.

Num livro inteiro, um só ponto

Pode mudar toda a história e o seu final.

Eu sou daquele tipo de pessoas que tem

Vertigens a cada parágrafo da vida,

Ansioso por saber dos twists ao fim

De cada capítulo, como num jardim de labirintos

Onde perder-se é a única forma de sair.

Sou tão sensível, que sinto a dor só de imaginar

A queda, entre a caneta e o papel.

Sou tão sensível, que fico cego ao ver as cores

E me afogo em lágrimas, cada vez que acordo

No vale de histórias de um livro errado,

Em que se tornou a minha biblioteca de sentimentos.

Sou tão sensível, que mergulho facilmente

Na tinta das minhas emoções.

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